Contratar um arquiteto de alto padrão para o Projeto de Interiores de Apartamento costuma ser confundido com contratar um decorador. Não é a mesma coisa. Um projeto de interiores de alto padrão é um projeto executivo completo, pensado a partir da rotina real da família, que detalha desde a marcenaria até cada ponto de iluminação, muito antes de qualquer sofá ser escolhido em loja. Este guia reúne ítens que definem um projeto de interiores de Arquitetura de Alto Padrão em apartamento, como funcionam as etapas do processo, o que observar antes de contratar um profissional e por que o momento da contratação, quase sempre deixado para depois da compra do imóvel, é decisivo para o resultado final. Sediado em Maringá, no Paraná, com mais de 25 anos de atuação nacional e internacional, o Arquiteto de Alto Padrão Raphael Davila reúne aqui a experiência de projetos residenciais de alto padrão aplicada especificamente ao universo de apartamentos e coberturas.
Leia este artigo que fala sobre a metodologia de projeto da Raphael Davila Arquitetura – Arquiteto em Maringá: Raphael Davila Arquitetura, Escritório Especializado em Arquitetura de Alto Padrão.




Índice
Resposta Direta: O que é Arquitetura de Interiores de Alto Padrão para Apartamentos
Arquitetura de interiores de alto padrão para apartamento é o projeto que traduz os anseios e a rotina real de uma família em um espaço coerente, com boas escolhas de materiais e uma linguagem que não segue modismos temporários. Não é decoração, não é a escolha avulsa de sofá, cadeira ou objeto em loja. É um projeto executivo completo, com plantas, detalhamentos e especificações que a construtora ou a equipe de obra utiliza para executar cada ambiente.
- Iluminação, projetada por ambiente e por uso, não apenas posicionada
- Revestimentos verdadeiros, especificados por peça e por metragem
- Marcenaria sob medida, detalhada ao milímetro
- Móveis soltos e decoração, selecionados dentro do conceito do projeto
- O processo é o mesmo para apartamento comum ou cobertura duplex. Muda apenas o volume de demanda e o tempo de produção, nunca as etapas de criação, validação e aprovação
Fundamentos: O que Realmente Define o Alto Padrão em Interiores
O mercado costuma associar alto padrão a metragem grande, revestimento de mármore ou orçamento elevado. São critérios fáceis de anunciar, mas dizem pouco sobre a qualidade real de um projeto. Alto padrão não é tamanho de obra nem orçamento. É saber escolher o que vai ficar verdadeiramente bonito e atemporal, independentemente da metragem disponível.
Na minha experiência, o que realmente define um interior de alto padrão é a coerência entre as escolhas, não o valor investido nelas. É a capacidade de organizar espaço, luz e material a partir de um partido claro, onde cada elemento cumpre uma função e nenhum está ali apenas para impressionar. É a contenção que sabe onde parar, a textura que substitui o excesso de informação visual, a luz natural tratada como protagonista e não como complemento. Um apartamento compacto pode alcançar esse padrão. Uma cobertura de metragem generosa pode não alcançar.
Alto padrão não é um número. É a harmonia entre intenção, forma e emoção, construída com autoria e sustentada por decisões técnicas corretas. Projetos assim não datam, porque não foram pensados para agradar a uma tendência de temporada, foram pensados para refletir quem vai habitar aquele espaço pelas próximas décadas. É esse compromisso com a atemporalidade, e não com a metragem ou o valor do metro quadrado, que separa um projeto de interiores comum de um projeto de interiores de alto padrão.
Alto padrão não é sinônimo de metragem grande
É perfeitamente possível projetar um apartamento de alto padrão sem nenhum revestimento em pedra, granito ou madeira nas paredes, apenas com a escolha certeira da cor de pintura. O revestimento, quando entra, precisa ser verdadeiro. Mas ele não é pré-requisito. Em apartamentos menores, essa precisão importa ainda mais: enquanto um apartamento grande pode ter cozinha, área gourmet e até duas cozinhas, um apartamento pequeno normalmente vai ter uma única cozinha, que precisa funcionar bem em diversas situações da rotina familiar. O critério, nesse caso, está muito mais relacionado ao uso do que ao acabamento.
No meu ponto de vista, é exatamente essa restrição de espaço que separa um bom projeto de um projeto apenas caro. Quando não há metragem para desperdiçar, cada decisão precisa se justificar pela função antes de se justificar pela estética. A funcionalidade precede a estética, e é isso que transforma um apartamento compacto em um espaço de alto padrão. Não é a ausência de mármore que empobrece um projeto. É a ausência de raciocínio por trás das escolhas.
Atemporalidade como critério de projeto, não tendência
Um dos erros mais recorrentes que observo em projetos de interiores de apartamento é o excesso de ornamento na iluminação. Lustres exagerados, pendentes desnecessários e perfis de LED em excesso. Lustres e pendentes podem funcionar em uma casa, onde o pé direito é mais alto, mas nem sempre funcionam em um apartamento, onde o pé direito tende a ser mais baixo. Carregar o teto de elementos de iluminação, tentando replicar uma linguagem que fica bem em uma casa, é um erro grave dentro de um apartamento.
Perfil de LED não combina com arquitetura de alto padrão, e essa convicção vale ainda mais em ambientes de pé direito reduzido, onde o excesso fica evidente a uma distância menor da cabeça de quem habita o espaço. A luz precisa ser tratada com a mesma contenção que qualquer outro elemento do projeto, pontual, funcional e discreta, nunca como recurso decorativo isolado. Iluminação que se impõe pelo volume envelhece rápido. Iluminação que se impõe pela qualidade não sai de moda.
Materiais naturais como linguagem: adaptações em apartamento
A assinatura do escritório utiliza concreto aparente, madeira, pedra e vidro como linguagem central em projetos residenciais. Em apartamento, essa linguagem exige adaptação técnica. O concreto aparente é o material que raramente utilizo em projeto de interiores de alto padrão para apartamento, porque o prédio já está construído e criar uma nova parede em concreto adiciona peso desnecessário, sem garantia de que a estrutura existente suporta a carga. Madeira, pedra e vidro continuam presentes normalmente.
Materiais verdadeiros, sempre. Em apartamento, a diferença está em saber onde aplicá-los sem comprometer o que já foi construído antes de você chegar.


| Mito | Realidade |
|---|---|
| Alto padrão exige apartamento grande | É possível alcançar alto padrão em qualquer metragem, com escolhas certeiras de material e cor, o foco está no uso e na coerência |
| Obra milionária é sinônimo de alto padrão | Obra milionária não significa arquitetura de alto padrão. A sofisticação está nos detalhes que ninguém vê, mas que todos sentem |
| Revestimento em pedra ou mármore é obrigatório | O revestimento, quando entra, precisa ser verdadeiro, mas não é pré-requisito. Um apartamento de alto padrão pode ser construído apenas com a escolha certeira da cor de pintura |
| Seguir tendências de decoração é o caminho para um projeto sofisticado | Tendências passam. O compromisso do projeto é com a atemporalidade, não com o que está em alta no momento da entrega |
| Quanto mais pontos de luz, melhor o resultado | O pé direito mais baixo do apartamento não perdoa excesso de iluminação, o resultado tende a pesar visualmente |
Por que Apartamentos e Coberturas Exigem uma Arquitetura de Interiores Específica
Projetar interiores para apartamento não é o mesmo exercício de projetar interiores para uma casa, ainda que o mercado frequentemente trate os dois como variações de um mesmo processo. Um apartamento carrega limitações que uma casa não carrega: a estrutura do edifício, o pé direito é fixo, as normas de condomínio impõem restrições que não existem em terreno próprio. Ignorar essas variáveis compromete o cronograma inteiro do cliente, porque decisões tomadas sem esse domínio técnico normalmente precisam ser refeitas depois, já com a obra em andamento.
Na minha experiência, a maior parte dos problemas em projetos de interiores para apartamento nasce exatamente da tentativa de aplicar, sem adaptação, uma linguagem pensada para casa. Uma parede em concreto aparente pode ser perfeitamente viável em uma casa nova, onde a estrutura é dimensionada desde o projeto estrutural para receber aquele peso. No apartamento, essa mesma decisão exige antes um estudo de carga, aprovação do condomínio e, muitas vezes, a constatação de que a estrutura existente simplesmente não suporta. O mesmo vale para o pé direito mais baixo, que não perdoa excesso de iluminação ou volumetria pensada para ambientes mais altos.
Cada tipologia exige seu próprio raciocínio de projeto. As coberturas somam ainda outra camada de complexidade, porque combinam a lógica do apartamento com elementos de área externa, terraço, piscina e paisagismo, que precisam dialogar com as restrições do edifício sem perder a integração entre ambientes internos e externos que já é assinatura do escritório. Reconhecer essas diferenças antes de iniciar o projeto não é apenas rigor técnico. É o que garante que o resultado final tenha a mesma qualidade, independentemente de o cliente ter comprado um terreno ou uma unidade em um prédio.
Leia o artigo – 10 Dúvidas Comuns sobre Arquitetura de Alto Padrão: Esclarecendo Suas Dúvidas.
Limites estruturais, condomínio e compatibilização
Todo detalhe do projeto precisa ser submetido à aprovação do prédio. Existe um prazo específico para passar informações de pontos elétricos, hidráulicos, tubulação de ar condicionado, tubulação de lavanderia e aspiração central, que o condomínio precisa aprovar antes de qualquer execução. Antes de iniciar um projeto de alto padrão em apartamento, faço uma reunião com os responsáveis do condomínio para entender o que é permitido, e envio o projeto para aprovação já ajustado às normas. Quando existe dúvida sobre alguma solução específica, entro em contato diretamente com a administração antes de seguir.
Marcenaria sob medida como espinha dorsal do projeto
Em apartamento, mais do que em casa, a marcenaria sob medida é essencial para otimização de espaço. Cada módulo é pensado dentro da rotina real dos moradores, para extrair o máximo do espaço disponível. Essa é a principal função da marcenaria sob medida dentro de um projeto de interiores de alto padrão: otimizar espaço sem abrir mão de coerência estética.
O móvel sob medida não preenche um vazio, ele responde a uma necessidade específica daquela família, daquele corredor, daquela parede com um desnível que só existe naquele apartamento. Não é um conjunto de materiais. É uma intenção realizada com competência. Quando a marcenaria nasce do projeto e não é adaptada depois dele, o resultado tem a mesma coerência que se espera de qualquer outro elemento da arquitetura de alto padrão.
Prazo de projeto: por que 90 a 120 dias fazem diferença
Um projeto de interiores de apartamento de alto padrão leva, em média, entre 90 e 120 dias para ficar pronto. Esse prazo importa especialmente para quem comprou um apartamento na planta, porque a construtora costuma ter uma data limite para receber as alterações do cliente e incorporá-las ainda durante a obra. Muitos clientes não se atentam a esse prazo. Deixam para contratar o arquiteto muito próximo do vencimento com a construtora, e um bom profissional simplesmente não vai conseguir atender esse cronograma. O risco, nesse caso, é o cliente acabar optando por um arquiteto disposto a cumprir o prazo apertado, mas com qualidade inferior. Na minha experiência, o cliente que contrata cedo é sempre o cliente que recebe o melhor resultado.
Elementos do projeto de interiores e seu impacto
| Elemento | Função | Impacto no resultado |
|---|---|---|
| Marcenaria sob medida | Otimizar espaço conforme a rotina dos moradores | Evita desperdício de metragem, especialmente em apartamentos menores |
| Projeto de iluminação | Definir temperatura de cor e pontos por ambiente e por uso | Evita excesso de ornamento e valoriza o pé direito mais baixo do apartamento |
| Compatibilização com o condomínio | Adequar o projeto às normas e prazos do edifício | Garante aprovação sem atraso e sem retrabalho durante a obra |


Um Ponto de Partida Importante: Quando o Escritório Assina o Projeto de Interiores
Para projeto de interiores de casas, assino apenas os projetos em que também assinei a arquitetura. O motivo é técnico, não comercial: em uma casa, o projeto é pensado como um todo, com a parte externa e a parte interna profundamente integradas. Um projeto de arquitetura assinado por outro profissional carrega uma linguagem e um conceito diferente do meu, e dificilmente o interior que eu desenvolveria casaria bem com essa arquitetura externa.
Em apartamento, essa restrição não se aplica. A fachada é do prédio, não tem envolvimento direto com o interior da unidade. Por isso, atendo projeto de interiores em qualquer apartamento, independentemente de quem assinou a arquitetura do edifício, inclusive em coberturas com ampliação, desde que dentro dos padrões aprovados pelo próprio condomínio. O projeto é do cliente, não do arquiteto. Essa coerência entre arquitetura e interiores é inegociável quando existe integração real entre dentro e fora.
Para conhecer o escopo completo do serviço de projeto de interiores para apartamentos de alto padrão, incluindo conceito, materiais, iluminação e marcenaria, veja a página de Serviços do escritório.
Na Visão de Raphael Davila: A Coerência Entre Intenção, Forma e Execução
O conceito antes da estética
Existe uma pergunta que antecede qualquer decisão de projeto, e que o mercado costuma pular na pressa de chegar ao resultado visual: para quem é esse espaço e o que essa pessoa pretende viver ali dentro. Antes de pensar em qualquer material ou cor, penso que ninguém vai viver no apartamento sem propósito. A arquitetura que ignora essa pergunta produz espaços bonitos e vazios de sentido, ambientes que funcionam bem em fotografia, mas que não sustentam a vida real de quem os habita.
Uma das primeiras perguntas que faço no briefing inicial é sobre os anseios da família para aquele espaço. O que ela imagina viver ali. Se pretende receber amigos com frequência, trabalhar em casa, ou conviver apenas em família. Cada resposta redesenha o problema antes mesmo de qualquer traço ser lançado no papel, porque a rotina que vai acontecer dentro daquele apartamento é o ponto de partida real do projeto, muito antes de qualquer decisão visual.
Arquitetura é a conexão entre desejos e sensações a um espaço físico.
Essa convicção de Raphael Davila não é um recurso de discurso, é o método de trabalho. Um projeto que nasce do material ou da referência visual inverte a ordem natural das coisas, porque tenta encaixar uma vida em uma estética já decidida, quando o correto é o oposto. A estética deve nascer da vida que ali vai acontecer, não o contrário. É por isso que o traço só começa após a escuta.
Quando o conceito antecede a estética, a coerência entre intenção, forma e execução deixa de ser um ideal distante e se torna consequência natural do processo. Não existe mais a pergunta sobre qual material usar dissociada da pergunta sobre quem vai tocar aquele material todos os dias. A funcionalidade precede a estética, e a estética que respeita essa ordem não precisa se justificar, ela apenas se sustenta. É essa ordem invisível, quase filosófica, que separa um projeto de interiores que impressiona de um projeto de interiores que realmente abriga.
O que 25 anos de projeto ensinaram sobre o essencial
No início da carreira, eu valorizava muito o que estava na moda, o que o mercado dizia que era bonito, sem ter o repertório técnico para questionar. Quando o cliente chegava entusiasmado com alguma referência, eu simplesmente executava, com o único objetivo de agradar, sem ter certeza se aquilo realmente envelheceria bem. Hoje, quando vejo que uma escolha não vai funcionar a longo prazo, consigo explicar ao cliente o motivo, com argumento técnico, não apenas com opinião. No início, também não dava o devido valor aos materiais verdadeiros. Usava revestimento imitando rocha, imitando mármore, imitando madeira, e papel de parede com frequência. Hoje, raramente uso papel de parede, porque é um material superficial que se desgasta rápido, mesmo nas versões mais caras, muito mais rápido do que uma rocha verdadeira envelhece.
A verdadeira sofisticação está nos detalhes que ninguém vê, mas que todos sentem.


As Etapas de um Projeto de Interiores de Alto Padrão
O processo de um projeto de interiores de alto padrão para apartamento segue etapas concretas, cada uma com um marco de validação real, não apenas nomes genéricos de cronograma.
- Reunião de briefing inicial, para entender a necessidade de uso do espaço, ainda sem entrar em cores ou materiais
- Apresentação e aprovação da planta baixa, com sugestões de layout e alterações baseadas no briefing
- Segunda reunião de briefing, voltada à parte visual, cores e revestimentos. Como o cliente de alto padrão normalmente já conhece a linguagem do escritório antes de contratar, essa etapa costuma ser mais de validação do que de descoberta
- Apresentação e aprovação do projeto 3D
- Projeto executivo, compatibilização e tramitação de aprovação junto à construtora e ao condomínio
- Acompanhamento de obra, com visitas presenciais agendadas conforme o contrato de cada cliente, mais o acompanhamento pessoal nas compras de material de acabamento, móveis planejados, tinta, iluminação e decoração
O ideal seria o cliente contratar o arquiteto ainda antes de comprar o apartamento, para avaliar junto com ele qual imóvel realmente atende às necessidades da família. Na prática, isso raramente acontece: a maioria dos clientes já chega com o apartamento comprado, e o projeto começa a partir daí.
Durante a obra, não sou responsável técnico pela execução, mas mantenho visitas presenciais recorrentes ao canteiro, esclareço dúvidas de projeto com a equipe de obra e acompanho o cliente pessoalmente nas compras de acabamento, sempre que a agenda do contrato prevê essa etapa.
Como Escolher um Arquiteto de Alto Padrão Sem Erro
Critério 1: coerência entre discurso e portfólio
Compare o que o arquiteto diz que faz com as fotos do que ele efetivamente entrega. Se um profissional afirma trabalhar apenas com materiais verdadeiros, mas o portfólio mostra revestimento imitando pedra ou madeira, existe uma incoerência que vale a pena questionar. A imagem precisa casar com a fala.
Critério 2: domínio real de marcenaria e iluminação
Duas perguntas simples revelam o nível técnico de um profissional na primeira reunião. Sobre marcenaria, pergunte qual espessura de MDF ele recomendaria para um vão de prateleira específico, por exemplo 80 centímetros. Sobre iluminação, pergunte se ele prefere luz fria ou luz quente para o apartamento. Um profissional que responde luz fria para um projeto de alto padrão já revela um equívoco técnico relevante.
Critério 3: método e acompanhamento até a entrega
O maior risco para o cliente que contrata um arquiteto sem acompanhamento de obra é achar que consegue tocar a execução sozinho, contratando fornecedores e tirando dúvidas técnicas diretamente com quem assinou apenas o projeto. Deixo sempre claro para meus clientes que é fundamental contratar um profissional responsável pela execução. O próprio condomínio, na maioria dos casos, exige um responsável técnico formal pela obra, papel que o arquiteto autor do projeto não assume.
Veja também o artigo – Casa de Luxo, Como Escolher o Arquiteto do seu Projeto: Dicas e Orientações.


Arquiteto em Maringá com Atuação Nacional: Como Funciona a Metodologia Remota
Sediado em Maringá, no Paraná, o escritório Raphael Davila Arquitetura atende clientes em todo o Brasil e no exterior com metodologia remota consolidada, aplicada também a projetos de interiores de apartamentos. O funcionamento muda conforme o estágio da obra do edifício.
Quando o prédio ainda está em construção, todo o processo pode acontecer remotamente. As plantas são solicitadas diretamente à construtora, dúvidas são tiradas com a própria equipe técnica do empreendimento, e não existe necessidade de visita física, já que o espaço ainda não existe fisicamente. Quando o apartamento já está pronto, o orçamento do projeto já prevê visitas presenciais para conferência de medidas reais e de pontos elétricos e hidráulicos existentes.
A aprovação de projeto costuma ser aceita digitalmente, com assinatura digital, pela maioria das construtoras. Nos raros casos em que isso não é aceito, a tramitação da aprovação fica a cargo do responsável técnico pela execução da obra, que é sempre alguém da cidade do cliente. A apresentação de projeto não perde qualidade à distância, já que todo o material é digital, sem maquete física: uma reunião online com compartilhamento de tela resolve integralmente essa etapa.
Na prática, o modelo funciona de forma híbrida. O contrato já prevê um número definido de visitas presenciais inclusas, geralmente três, destinadas a conferências específicas ou acompanhamento de compras. A partir dessas visitas, o cliente arca com as despesas de viagem, e as visitas costumam ser condensadas em um único dia, com um fornecedor pela manhã e outro à tarde, otimizando o deslocamento.
Erros e Mitos ao Contratar Arquitetura de Interiores de Alto Padrão
Alguns equívocos se repetem com frequência entre clientes que ainda não conhecem o processo real de um projeto de interiores de alto padrão para apartamento.
Mitos e realidades sobre contratação de projeto de interiores
| Mito | Realidade |
|---|---|
| Contratar arquiteto de interiores é o mesmo que contratar um decorador | É um projeto executivo completo, com detalhamento de gesso, marcenaria, revestimentos e acabamentos, pensado a partir da rotina real da família |
| Dá para contratar o arquiteto em cima do prazo da construtora | O projeto leva entre 90 e 120 dias, contratar tarde reduz as opções a profissionais que topam prazos apertados, geralmente com qualidade inferior |
| A obra de apartamento é mais rápida que a de uma casa, por ser um espaço menor | O acesso de material, o horário de trabalho restrito e a limitação física do prédio tornam a obra de acabamento de um apartamento normalmente mais lenta que a de uma casa |
| Dá para dispensar um responsável técnico e tocar a execução direto com o arquiteto | O próprio condomínio exige um responsável técnico pela execução, o arquiteto autor do projeto não assume esse papel |
| Iluminação com muitos pontos e lustres impressiona tanto em apartamento quanto em casa | O pé direito mais baixo do apartamento não perdoa excesso de elementos de iluminação, o resultado costuma pesar visualmente em vez de valorizar o espaço |
| Quanto mais revestimento de mármore ou granito, mais alto padrão é o resultado | Alto padrão não é sinônimo de metragem grande nem de quantidade de revestimento. É possível alcançar sofisticação com a escolha certeira da cor de pintura, o critério está na coerência, não no volume de material aplicado |
| O arquiteto pode usar porcelanato ou laminado imitando pedra e madeira, o resultado visual é o mesmo | Materiais verdadeiros, sempre. A imitação não envelhece da mesma forma que o material verdadeiro, ela apenas se desgasta, enquanto a pedra e a madeira reais ganham profundidade com o tempo |
| Móveis de loja bem escolhidos entregam o mesmo resultado que a marcenaria sob medida | Móveis de lojas tradicionais raramente respondem com precisão às particularidades reais de cada ambiente. A marcenaria sob medida nasce da rotina real dos moradores para extrair o máximo do espaço disponível |
| Seguir as tendências de decoração do momento é o caminho para um projeto de alto padrão | Meu compromisso não é com tendências, é com a eternidade do que faz sentido. Projeto de alto padrão é pensado para se manter relevante daqui a vinte, trinta anos, não para acompanhar a moda de uma temporada |
Conclusão: Arquitetura de Interiores de Apartamento como Decisão de Longo Prazo
Um projeto de interiores de alto padrão para apartamento não começa na escolha do sofá. Começa muito antes, na escuta da rotina real de quem vai habitar aquele espaço. É um equívoco comum tratar a arquitetura de interiores como a etapa final de um processo, quando na verdade ela deveria ser uma das primeiras decisões, tomada com a mesma seriedade que se dedica à escolha do bairro ou ao financiamento do imóvel.
O momento ideal para contratar esse projeto é antes mesmo da compra do imóvel, ainda que apenas em formato de consultoria, para avaliar se aquele apartamento específico atende a família em tamanho, número de quartos e localização. Um olhar técnico nessa fase evita decisões que depois custam caro, tanto em dinheiro quanto em tempo, porque um apartamento que parece adequado na planta pode revelar limitações estruturais ou de layout que só um profissional experiente identifica antes da assinatura do contrato.
Essa antecipação é também uma forma de respeito com o próprio projeto. Um apartamento escolhido sem esse cuidado técnico impõe restrições que a arquitetura de interiores depois precisa contornar, muitas vezes com soluções mais caras e menos elegantes do que teriam sido necessárias se a análise tivesse acontecido antes. Não é sobre desconfiar da escolha do cliente. É sobre garantir que essa escolha tenha, desde o início, o suporte técnico que ela merece.
Meu compromisso não é com tendências, é com a eternidade do que faz sentido.
Essa frase resume o que sustenta cada decisão tomada ao longo deste artigo, da marcenaria sob medida à escolha criteriosa de iluminação, da coerência entre pedra, madeira e concreto até a atemporalidade como critério de projeto. Arquitetura de alto padrão não é sobre impressionar os outros. É sobre construir espaços que continuem fazendo sentido muito depois que a tendência do momento tiver passado.
Para quem já comprou ou está procurando um apartamento para comprar, entre em contato por whatsapp com o arquiteto Raphael, ele vai ajudar você a tomar uma melhor decisão antes de efetivar a compra do imóvel.
É esse tipo de decisão, tomada cedo e com informação de qualidade, que separa um apartamento decorado de um apartamento verdadeiramente projetado. A arquitetura de interiores de alto padrão não é um acabamento aplicado ao final do processo de compra. É uma decisão de longo prazo, e como toda decisão de longo prazo, exige ser tomada no tempo certo, não no tempo que sobra.
Seu apartamento merece um projeto à altura do que você construiu.
Arquitetura de interiores de alto padrão exige precisão técnica e uma identidade autoral consolidada, do briefing inicial ao acompanhamento da obra. Fale diretamente com Raphael Davila e entenda como funciona o processo para o seu apartamento.
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FAQ – Perguntas Frequentes – Arquiteto de Alto Padrão para Interiores de Apartamento em Maringá
Qual a diferença entre um decorador e um arquiteto de interiores de alto padrão?
Um decorador atua principalmente na escolha de móveis, objetos e itens de composição visual, geralmente já dentro de um espaço pronto. O arquiteto de interiores de alto padrão desenvolve um projeto executivo completo, que detalha gesso, marcenaria, revestimentos, iluminação e acabamentos a partir da rotina real da família, antes de qualquer escolha de móvel avulso. É um processo de arquitetura, com plantas, detalhamentos técnicos e compatibilização com a estrutura do edifício, não uma seleção de itens de loja.
Quanto tempo leva um projeto de interiores de apartamento de alto padrão?
Em média, entre 90 e 120 dias, contados desde a reunião de briefing inicial até a entrega do projeto executivo completo. Esse prazo é especialmente relevante para quem comprou apartamento na planta, porque a construtora costuma ter uma data limite para receber alterações do cliente e incorporá-las durante a obra. Contratar o arquiteto próximo desse prazo reduz as opções de profissionais disponíveis e tende a comprometer a qualidade final do resultado.
Existe metragem mínima para um projeto de interiores de alto padrão?
Não existe metragem mínima nem máxima. O escritório atende apartamentos de qualquer tamanho, desde que o cliente esteja alinhado com a proposta de valor do serviço, que não é cobrado por metro quadrado, mas pelo escopo completo do projeto. Em apartamentos menores, o foco do projeto costuma se deslocar do acabamento para a otimização de uso, já que ambientes como a cozinha precisam funcionar bem em diversas situações da rotina familiar.
É possível iniciar o projeto de interiores em um apartamento comprado na planta antes da entrega das chaves?
Sim. Assim que o contrato de compra é assinado, o projeto pode começar imediatamente, sem necessidade de aguardar nenhuma entrega da construtora, já que a construtora disponibiliza os projetos completos do empreendimento. Esse é, inclusive, o cenário ideal, porque permite que as alterações do cliente sejam entregues à construtora dentro do prazo, sendo incorporadas ainda durante a fase de obra do edifício.
O processo de projeto muda entre um apartamento comum e uma cobertura duplex?
Não existe diferença no processo. As etapas de criação, validação e aprovação são exatamente as mesmas, seja em um apartamento comum ou em uma cobertura duplex. O que muda é o volume de demanda e o tempo de produção, naturalmente maior em projetos de maior porte, mas a lógica do processo permanece idêntica.
O escritório assina projeto de interiores de qualquer apartamento, mesmo que a arquitetura do edifício não seja do Raphael Davila?
Sim. A restrição de só assinar interiores de projetos cuja arquitetura também foi desenvolvida pelo escritório se aplica a casas, onde existe integração direta entre a parte interna e a fachada. Em apartamento, a fachada pertence ao prédio, sem envolvimento direto com o interior da unidade, por isso o escritório atende projeto de interiores em qualquer apartamento ou cobertura, inclusive em ampliações, desde que aprovadas pelo próprio condomínio.
Como funciona o acompanhamento de obra em um projeto remoto de apartamento?
O modelo é híbrido. O contrato já prevê um número definido de visitas presenciais inclusas, geralmente três, para conferências específicas ou acompanhamento de compras de material. A partir dessas visitas, o cliente arca com as despesas de deslocamento. Durante o restante do processo, dúvidas técnicas da equipe de obra são resolvidas remotamente, e o acompanhamento acontece por mensagem e por reuniões online com compartilhamento de tela.
É possível aprovar o projeto de interiores totalmente à distância junto ao condomínio?
Na maioria dos casos, sim. A maior parte das construtoras e condomínios aceitam a tramitação de aprovação de forma digital, com assinatura digital nos documentos. Nos casos raros em que isso não é aceito, a tramitação presencial fica a cargo do responsável técnico pela execução da obra, que é sempre um profissional da cidade onde o apartamento está localizado.
Por que a marcenaria sob medida é tão importante em projetos de interiores de apartamento?
Em apartamento, mais do que em casa, a marcenaria sob medida é a principal ferramenta de otimização de espaço. Cada módulo é pensado dentro da rotina real dos moradores, considerando limitações de metragem que não existem da mesma forma em uma casa. É a marcenaria bem projetada que permite que um apartamento menor funcione com a mesma qualidade de uso de um apartamento maior.
Qual a melhor forma de avaliar se um arquiteto domina realmente a marcenaria e iluminação?
Perguntas técnicas simples revelam bastante na primeira conversa. Sobre marcenaria, é possível perguntar qual espessura de MDF o profissional recomendaria para um vão de prateleira específico. Sobre iluminação, perguntar se ele prefere luz fria ou luz quente para o ambiente já indica o nível de repertório técnico, já que a escolha de luz fria costuma ser um equívoco em projetos de alto padrão.
Vale a pena contratar uma consultoria antes de comprar o apartamento?
Sim, e essa é uma das principais recomendações deste guia. O ideal é contratar o arquiteto ainda antes da compra, mesmo que apenas em formato de consultoria, para avaliar se aquele imóvel específico atende à família em tamanho, número de quartos e localização. Na prática, a maioria dos clientes só contrata o arquiteto depois da compra já realizada, o que reduz o espaço de decisão sobre o imóvel em si.











